quem sabia da magia do velho quintal
meu submundo dos sete anos
em que uma árvore seca
inspirava-me a escrever sobre uma pedra

sob a autoridade da física
quem diria que a lua me seguisse
enquanto cantava e criava dança
evocando a deusa
cujo nome desconhecia
brincadeira espontânea de criança

eis que desde há tanto tempo
não tenho um quintal
senão dos sonhos no astral
outrossim não tenho mais mãe
mas a tocha de fogo
que a deusa me conduz

sou perséfone e sigo o destino 
por entre da vida e a morte a escuridão
à procura da chave do magnífico instante
reencontrar a mãe a deusa a nossa união
mundos tão pertos e tão distantes
a rota dos descaminhos
(kátia surreal: 27/9/2026)

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