tudo quase crível
sou um abantesma insabido todos os dias comido
por fissuras do Grande Medo
sou sim um fantasma perdido
entre perdas e danos
todas as noites comendo e bebendo
estigmas e enigmas inusuais
sou o lazer de doentes contumazes
em todos os lugares me faço saber
que sou o prazer de mendigos
novos e futuros e antigos
sou a desgraça já um tanto roída
a graça de não ser anjo celestial
sou menos do bem do que do mal
e assim vou me definhando
leve mas constante consumpção
gigante antes e agora anão
feliz da vida vou para o outro
lado que não existe
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Além de todos os sonhos.
Já existiam em meus pensamentos de procurar ser o melhor possível... para uma sociedade muito exigente - nunca é enganoso procurar ser …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Quereres
o amor resvala na alma íntimo transeunte da madrugada pássaro dá-se a gorjeios voando a vida em seus enredos grávido ator incandescente t…
AurelioAquino
ananke ó deusa
na geografia palmar as moiras tecem as linhas como quem baila a infinitude de uma frequência musical súbito ó deusa vejo-vos guiais minha…
Kátia Surreal
Intensidades
Algo de dama verde, durante
o alvorecer, à espera persiste.
Em viver sob o flamboyant
da existência em flor, a entreter.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski