sou um abantesma insabido                                                                                            todos os dias comido
por fissuras do Grande Medo
sou sim um fantasma perdido
entre perdas e danos
todas as noites comendo e bebendo
estigmas e enigmas inusuais

sou o lazer de doentes contumazes
em todos os lugares me faço saber
que sou o prazer de mendigos
novos e futuros e antigos

sou a desgraça já um tanto roída
a graça de não ser anjo celestial
sou menos do bem do que do mal

e assim vou me definhando
leve mas constante consumpção

gigante antes e agora anão
feliz da vida vou para o outro

lado que não existe

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