CHEIA DE NADA ...

Cheia de nada…

Faço do sonho o recheio da vida

O sol, a lua, as estrelas, a chuva, o gelo, me dão a guarida

No insano e sublime querer…

Busco alegria perdida…

E apago todas as lágrimas, riscando-as das páginas da vida

Serei o espectro que percorre a imensidão do espaço,

No romper da aurora, abrindo cores, cheiros e sabores

Erguendo-me ao vento que ao soprar, me afaga de abraços

No tom atinado, ao ouvido cochicha, me beija e desperta,

Respirando essa grandeza e fascino, que me liberta

Serei as veias correndo em cada braço de rio para o mar

Serpenteando as águas cristalinas, saltando a brincar

Sem fome, sem sede, sem dor, sem hora certa

Perfilhando cada dia, viventes do mundo, inteira para amar  

 

18-02-2014 Maria Antonieta Matos

In NPE " Sentir d'um Poeta"

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