NÃO, NÃO VÁS POR AÍ!

Vem, vem por aqui!

– Dizes-me tu, com olhar meigo,

extravasando de emoção, camuflando teus segredos,

Injustiçando meu porto seguro, com muitos medos

 

Vem, vem por aqui!

E eu cansada e angustiada te dou a mão, levando o sonho e

acreditando, que a sorte pode mudar!

Mostras-me a vida colorida… iluminada… glorificada.

 

E eu sem nada... te dou a mão!

Levo a esperança e a tua força que agarrei

e me deixei ir por aí!

Pus-me ao caminho, no empolgado destino

e no teu fraseado caí.

Depois cortas-me em pedaços a minha raiz,  

Num arrastar de lama que nunca quis!

Atormentados dias e noites que não previ!

 

Não, não vás com falinhas mansas!

Desconfia dessa abastança

E não, não vás por aí!

 

09-02-2014 Maria Antonieta Matos 

In Nós Poetas Editamos VI"

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