OUTONO
Caem sobre o chão as folhas mortas,
Desencadeiam um matizado de pasmar,
Outono de ventos, de águas tortas,
Tuas árvores tristonhas, a desnudar.
Dias cinzentos, mar encrespado,
Silêncios que cismam ao olhar,
Morre o sol num disfarce acanhado,
Morrem os dias num comovente chorar.
Do ar soam toques de piano,
Um dedilhar fantasiado a murmurar,
Pautando notas a sonar ao oceano.
As noites crescem e cansam o pensar,
Neste silêncio intimo insano,
Desabrocham cânticos a proclamar.
Maria Antonieta Matos 30-09-2014
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Sinto pedaços de ilusões
Adejando em minha mente,
São vel…
Armando A. C. Garcia
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal