Caem sobre o chão as folhas mortas,
Desencadeiam um matizado de pasmar,
Outono de ventos, de águas tortas,
Tuas árvores tristonhas, a desnudar.
Dias cinzentos, mar encrespado,
Silêncios que cismam ao olhar,
Morre o sol num disfarce acanhado,
Morrem os dias num comovente chorar.
Do ar soam toques de piano,
Um dedilhar fantasiado a murmurar,
Pautando notas a sonar ao oceano.
As noites crescem e cansam o pensar,
Neste silêncio intimo insano,
Desabrocham cânticos a proclamar.
Maria Antonieta Matos 30-09-2014
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