MARCAS DO TEMPO
Inalou nos meus sentidos,
O cheiro de terra molhada,
E vi regatos refletidos,
Nas pedrinhas da calçada.
Casas de pedra marcadas,
Com as cores deprimidas,
Casas de branco, caiadas,
Pela chuva escurecidas.
Saudosas da velha gente,
Que os tempos viram passar,
Triste rua descontente.
Esperando os filhos para brincar,
Que se ocupam aferrolhados,
Deixando a vida passar.
Maria Antonieta Matos
In Poetizar Monsaraz Vol. II
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
A Grande Mãe.
A bondade é uma conquista de todos os seres humanos até os animais dados como ferozes cuidam de suas crias com tanto ciúmes , que chega a…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Bolero
no bolero de Ravel o infinito se alarga enche de cosmos o chão da alma foguetes bemóis fusas disfarçadas o som engravida o útero do nada …
AurelioAquino
Dedicado a Renata Fernandes Vasconcellos.
Ah. como é bela sua ternura e sua grandeza como mulher de aventuras sofisticada e alegre teu falar tua beleza na pele lhes é tão peculia…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Girassóis de Inverno
Abre teus olhos para o mundo, ao longe do que não existe, do sol que, moribundo, se esconde, e cuja luz é, a cada dia, mais triste. Nada…
alexandre montalvan