Escrever é foda
O que faço com meus poemas
que não atendem ao meu nível de exigência?
Relego-os simplesmente à lixeira?
Minha relação com as palavras é terrível.
Eu as espezinho até dizer chega
e quando elas estão quase entregando os pontos
eu as torturo mais um pouco
só de farra
só pra provocar.
Será que é por isso que volta e meia o resultado é pífio e eu esmurro as paredes do quarto, indignado, querendo consertar, sem poder, o que já veio destruído na essência?
Merda.
Começei a filosofar de novo.
Não é hoje que eu vou descobrir a resposta para esse teorema.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia