Há de chegar o dia
em que eu me renda a tudo isso que aí está
e aceite a burrice como modo de vida
derrotado
castrado diante de um imbecilismo torpe, vil.
Até lá...
Ah! a vida
sempre cheia de até lás
e sua eterna mania de corromper o óbvio.
Até lá
que me aturem
ou me esqueçam
deixem-me em paz
em meu canto
apreciando esse grande espetáculo humano
onde o ordinário e o infeliz
dançam alucinadamente.
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