Verão em São José dos Campos
No verão de São José dos Campos
O sol, soberano, escalda a população.
A cortina de nuvens se escancara
E as pessoas, aflitas, buscam formas de refrigeração.
Ar condicionado, ventiladores, piscinas,
Corpos desnudos, chuveiros gelados. Vão.
O sol, soberano, escalda os corpos da população.
Picolé, chocolate, chinelo, madeiras, metais,
Carros, casas, edifícios.
Corpos: vestidos, despidos, vivos, falecidos.
O sol, soberano, escalda a matéria da população.
Somente a matéria. Quanto as almas, não!
Estas seguem intactas, gélidas, esquecidas...
Pelo sol, pelas nuvens, pelos corpos, pela vida e enfim
Por tudo que aquece o rígio verão
Da cidade de São José dos Campos.
No infindável inverno das almas de São José dos Campos
O sol, impotente, observa a frieza e a zumbicidade da
população.
O sol, soberano, escalda a população.
A cortina de nuvens se escancara
E as pessoas, aflitas, buscam formas de refrigeração.
Ar condicionado, ventiladores, piscinas,
Corpos desnudos, chuveiros gelados. Vão.
O sol, soberano, escalda os corpos da população.
Picolé, chocolate, chinelo, madeiras, metais,
Carros, casas, edifícios.
Corpos: vestidos, despidos, vivos, falecidos.
O sol, soberano, escalda a matéria da população.
Somente a matéria. Quanto as almas, não!
Estas seguem intactas, gélidas, esquecidas...
Pelo sol, pelas nuvens, pelos corpos, pela vida e enfim
Por tudo que aquece o rígio verão
Da cidade de São José dos Campos.
No infindável inverno das almas de São José dos Campos
O sol, impotente, observa a frieza e a zumbicidade da
população.
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