Enquanto guardo a Morte,
Escrevo.
Uivo nos silêncios das noites inventadas.
No livro despe-se a alma
Ser poeta é ser liberdade
é andar as ruas verdades
é reinventar-se diabo santo.
É ter gozo em ser a noite mais escura,
É ter a graça em ser um dia de aventura...
É ser pecado, amálgama de riso e pranto!
É ser aroma, ser choro e ser canto...
É ser tudo em todos
É ser nada em tudo
Para o Poeta Ela era uma das musas.
Ela pensou que o Poeta era
dela cativo.
Mas o Poeta é um Lobo.
E Lobo, é liberdade.
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