Nós, os adultos, é que...
O mundo que nasce
com uma criança é imenso.
Nós, os adultos, é que invariavelmente cortamos
aquele mundo até que ele caiba dentro do nosso.
O mundo que nasce
com uma criança é imenso.
Nós, os adultos, é que invariavelmente cortamos
aquele mundo até que ele caiba dentro do nosso.
O mundo que nasce
com uma criança é imenso.
Nós, os adultos, é que invariavelmente cortamos
aquele mundo até que ele caiba dentro do nosso.
Ficam as malas.
Levo os sonhos,
Caminho para outra aldeia.
Vou ser feliz nesse infinito...
Essa outra aldeia será a minha
e o infinito caberá em meus olhos.
Há rios com tanto sofrer,
que no mar não desaguam:
Afogam-se.
Inventaram paraísos, para os deuses,
pois o caminhar dos homens
fazia-se ao inverso.
A busca insana pelo poder,
fazendo-os viver os valores
plantados na futilidade,
retalhava o afeto até a ausência.
Fêz-se noite.
E a vida cansada,
destroçada a esperança,
firmou-se na antieuforia
de ser mundo humano, Aceitava
ser gado com olhos impedidos de ver.
Nisto há metafísica.
Essa noite,
que não é o intervalo entre dias e dias:
É o degolar das nossas horas felizes.
É da morte a profecia se cumprindo:
Prendendo a criança chamada Futuro;
Matando os homens, sem tirar-lhes a vida...
As palavras usar-me-ão
até esgotar-me.
Água que ganhando força
faz seu próprio caminho,
e dela depende minha vida!
Adoro as palavras simples;
As palavras caladas;
E as que gritam.
É feliz o ajuntador de palavras.
Nas cesta que eu as ajunto
amadurecem e por si florescem
Depois voam como voam as borboletas...
E pousam onde lhes convém pousar.
...Perco-lhes a direção.
"As palavras jamais se deixarão dominar".
.
.
// Bertha R. Leal
Não te iludas:
Viver não é ser o brilho,
O brilho é efeito somente.
Não grites:
Calar-se não é ser vencido.
O silêncio também é vitória.
Não pares:
De viver ninguém perde a alma,
Matar-se é estar parado.
Enquanto guardo a Morte,
Escrevo.
Uivo nos silêncios das noites inventadas.
No livro despe-se a alma
Ser poeta é ser liberdade
é andar as ruas verdades
é reinventar-se diabo santo.
É ter gozo em ser a noite mais escura,
É ter a graça em ser um dia de aventura...
É ser pecado, amálgama de riso e pranto!
É ser aroma, ser choro e ser canto...
É ser tudo em todos
É ser nada em tudo
Para o Poeta Ela era uma das musas.
Ela pensou que o Poeta era
dela cativo.
Mas o Poeta é um Lobo.
E Lobo, é liberdade.
Há no silêncio o cântico
das coisas supremas, das coisas belas.
Há no silêncio uma "constelação" de palavras
que desejamos ouvir.
Há no silêncio o murmurar da ternura.
No silêncio há o amor com todas as suas sinfonias.
Ouvir o silêncio é ser por momentos
o rio encontrando seu mar...
É ser terra seca ganhando os pingos da chuva...
Ouvir o silêncio é beber um copo de vida!
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