Lista de Poemas
Lisboa
Quanto és linda! és cidade, és menina;
é um prazer andar-te toda, cada canto,
E descobrir a cada passo um encanto...
Essa riqueza de detalhes me fascina!
Cidade viva, feito deusa bailarina
Como uma chama, teu poder causa espanto.
Sendo tão bela és menina, e no entanto
Sendo madura também és musa latina!
Me deixo ser levado por tua grandeza,
Pelo teu brilho, teu perfume e beleza;
Mulher faceira que encanta, que seduz,
Lava os pés no Tejo, traz na face a luz!
Linda senhora das colinas, te adoro
tanto! Que só em ti me perco, me demoro...
No Silêncio
Há no silêncio o cântico
das coisas supremas, das coisas belas.
Há no silêncio uma "constelação" de palavras
que desejamos ouvir.
Há no silêncio o murmurar da ternura.
No silêncio há o amor com todas as suas sinfonias.
Ouvir o silêncio é ser por momentos
o rio encontrando seu mar...
É ser terra seca ganhando os pingos da chuva...
Ouvir o silêncio é beber um copo de vida!
Poder
Usado sem moral, sem medida,
De forma indistinta exercida
Com as duas últimas letras invertidas!
Naquela cesta,
a fruta que se mistura
ganha o germe da degeneração.
Grita o povo: "Não à impunidade!"
Responde a Imunidade: "Não à punição!"
Façamos o homem
Façamos o homem:
Um homem chamado Tempo.
Inteiro, que não se deixaria retalhar
pelas horas, minutos ou estresses.
Um homem que em suas mãos
não haja a ferramenta
chamada pressa.
Façamos o homem:
Um homem chamado Paz.
Inteiro, que não se deixaria retalhar
por poderes, ganâncias ou religiões.
Um homem que em seu peito
não cresça o animal
chamado intolerância.
Façamos o homem:
Um homem chamado Arco-iris.
Inteiro, que não se deixaria retalhar
pelos azuis, rosas ou amarelos.
Um homem que em seus olhos
não caiba a erva daninha
chamada preconceito.
Façamos o homem:
Um homem com um coração
que caiba o mundo que ele habitar.
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