SOBRE A ARTE DE VIVER
Que inveja do jardineiro!
Quão terna é a vida que tem!
Dia a dia, o ano inteiro,
nunca uma queixa de alguém.
Dia a dia, o ano inteiro,
nunca uma queixa de alguém.
Velhinho, já sem saúde,
sempre com solicitude,
dos seus canteiros de flores
ao nosso encontro ele vem.
sempre com solicitude,
dos seus canteiros de flores
ao nosso encontro ele vem.
Tem lá consigo suas dores
quem é que, enfim, não as tem?
Todavia, por mais graves,
guarda-as sob sete chaves,
não as revela a ninguém.
quem é que, enfim, não as tem?
Todavia, por mais graves,
guarda-as sob sete chaves,
não as revela a ninguém.
Ele sabe: a vida é breve
e é só o amor que a sustém.
Não se escraviza ao dinheiro
e dos vícios se abstém.
Assim, no seu passo leve,
me vai mostrar um canteiro.
Inveja-me o jardineiro.
Quão terna é a vida que tem!
e é só o amor que a sustém.
Não se escraviza ao dinheiro
e dos vícios se abstém.
Assim, no seu passo leve,
me vai mostrar um canteiro.
Inveja-me o jardineiro.
Quão terna é a vida que tem!
(Da coletânea "Estado de Espírito" de Sergio de Sersank)
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Sergio de Sersank
Autor
2012-05-06
Você pode ler este e outros poemas do autor visitando o blog literário "Estado de Espírito": http://sersank.blogspot.com
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