Fio por fio
Sou feita de fios,
de negros a pretos,
bem comprimidos,
fios cheios, fartos.
Fio por fio, a pavio,
vou desaparecendo...
espera... esse fio não!
espera...o meu coração
...e vou desfalecendo.
Dor tão dolorosa.
Existe rasgar de dor,
o coração, malva rosa,
a pele chora, sem cor.
Toda eu estremeço,
fui ferida, por desamor,
não quero, adormeço.
Morrerei por amor.
Não tenho uma lágrima.
Por te ter amado demais,
por te ter tanta estima,
amarei jamais.
e o último fio, voou...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Imbuia
Quando se é por muito tempo invisível,
e só te põem no último lugar seja lá
qual for o motivo o melhor é não se iludir;
És o teu…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Poético ceibal
Não existe florada igual
ao do poético ceibal
sob o Hemisfério Austral
na beiradinha do rio
dos pássaros coloridos.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Por um triz, tesa
Ora, ora! A tristeza está o ó, e bem chata;
Engata, desata e incomoda dentro afora.
Penhora o estado feliz; e é insensata.
…
Raquel Ordones
Balanço de Palma de Cera Quindío
Percebi galeanamente
na própria pele o efeito
do que são as veias abertas
da nossa América Latina,
Embora se misture …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski