Preciso de ti
Estamos quase na primavera, cheira a flores,
as cores voltam, existe um despertar no ar,
e eu, não floresço, vou morrendo, com dores.
Dores de alma, de amor por desamor, sem lar.
Não tenho morada nem caminho.
onde estão? onde devo pertencer?
na cheirosa primavera não deve ser.
Poderia almejar um ninho.
Desejava, fazer um ninho, no teu colinho,
no teu doce abraço, com sabor a mel
no teu regaço, de dourado pastel.
Não pertenço a esta vida, sem carinho.
O amanhã não interessa, e agora, morro
aos poucos. A essência já se foi, não a sinto.
A minha vida, desmoronou-se, contigo,
não sei quem sou, sou lágrima, sou choro.
As saudades matam-me aos poucos,
enchem-me os olhos de desesperança,
sem ti, não sou nada, nem bonança.
Amo-te, mais e mais, dia após dia,
fazes-me falta, preciso do teu amor
preciso de ti, preciso que me dês vida,
Invade-me com a promessa do amor,
e com a primavera que aí vem, vem também.
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