Degelo

Bebi-te num rio numa manhã de degelo

Tacteavas a pedra polida

Como se tivesses lábios de desejo

Percorrias as entranhas nos fiordes

Num frenesim sensual

Derretias os prados fumegantes

Mitigavas-me o anseio ardente

Nos teus lábios quentes

Mordias o verde até ser rio

Morrias-me na foz até ser gente

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