O fim
Então rompe-se o elo com violência
Salto pro lado oposto ao seu em estupenda velocidade
Olho pra trás...
Tuas cores esmaecem
A velocidade aumenta
Agora o zunido ... o estrondo
Rompo a estratosfera
Apenas o teu rastro vago e distante
Aceleração constante
Agora recebo o abraço do vazio cósmico
Imensidão abismal
Então o meu diminuto absoluto
Pressão letal aperta e esmaga pra dentro no estomago na velocidade da luz
De tão ínfimo, me confundo com o todo
A supraconsciência
Então, a expansão instantânea
Estou em toda parte
Mas não te sinto nem te vejo
Mas te abraço de longe como sempre, mas dessa vez e por última com o manto negro do universo
De relance vejo meu pretérito não vivido
Então o cansaço
O silêncio absoluto
A escuridão total
O esquecimento irreversível
A cessação do movimento
A queda do manto
O nada
O fim
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