AS CONFUSÕES SOBRE O AMOR
Primeiro dissimulam te odiar; depois desprezam-te, falam mal... E até zombam de você – sem motivos, é claro!
Passado algum tempo, observam-te, comparam-te e, mesmo tentando não demonstrar, passam a admirar-te, a quererem estar perto de você, a participarem do seu círculo de amizades, a se envolverem em sua vida, etc.
Você então permite, aceita, e até dá corda só para poder ver até aonde vai a contradição humana.
Como já dizia um grande filósofo, “no possível tudo é possível” e, sendo assim, o inevitável acontece: passam a te desejar, passam a se apaixonar e até a te pedirem para ficar, para namorar ou para algo mais sério.
Depois de alguns dias ou semanas, porém, descobrem que você, nem de longe, pretende esse algo mais sério; descobrem que você é um tipo diferente de pessoa, que é rara, e que não se prende a aparências e futilidades; descobrem que você tem a alma sedenta por pessoas de conteúdo e bom coração.
E aí então sofrem por você...
E aí então juram te amar...
E aí então se autodestroem por você...
E aí então sentem ciúmes de você...
E aí então vão à macumba para tentar fazer você voltar...
E aí então vão até o Papa ou ao Luciano Huck para, em rede nacional, pedirem para você voltar...
E nada... Nada dá resultado...
E aí então voltam a fingir te odiar...
E aí então voltam a fingir te desprezar...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia