A PASSADEIRA
O ferro fumegando e mais trouxas chegando
que vão e que vêm em um ciclo sem fim.
Fazem da passadeira, filha da lavadeira,
mais uma pobre cativa de um mundo ruim.
Tem suas mãos ressecadas, sua pele queimada
e sua face cansada de um eterno sofrer.
Seu olhar contristado não vê futuro ou passado
pois o seu tempo é contado só em tarefas a fazer.
Parque, circo, gincana, folga ou fim-de-semana,
praia, livro e escola são coisas que nunca viu.
Não sabe sua idade, mas passou da puberdade
sem viver os encantos do mundo infantil.
Não tem carteira fichada ou horas de labor registradas,
nenhum salário a ganhar.
Só tem o pão por comida, roupas em trapo e a dormida,
mão-de-obra familiar.
Passa da seda ao chitão, do linho fino ao roupão,
só não passa a cortina entre o sofrer e o viver.
Já não estica a esperança, queimou sua infância,
dobrou e guardou seu querer.
Assim, engoma a sua sina, não é mulher nem menina,
pois nunca pode sonhar.
Em ferro e em brasas ardendo, vai seu viver padecendo
até a morte chegar.
que vão e que vêm em um ciclo sem fim.
Fazem da passadeira, filha da lavadeira,
mais uma pobre cativa de um mundo ruim.
Tem suas mãos ressecadas, sua pele queimada
e sua face cansada de um eterno sofrer.
Seu olhar contristado não vê futuro ou passado
pois o seu tempo é contado só em tarefas a fazer.
Parque, circo, gincana, folga ou fim-de-semana,
praia, livro e escola são coisas que nunca viu.
Não sabe sua idade, mas passou da puberdade
sem viver os encantos do mundo infantil.
Não tem carteira fichada ou horas de labor registradas,
nenhum salário a ganhar.
Só tem o pão por comida, roupas em trapo e a dormida,
mão-de-obra familiar.
Passa da seda ao chitão, do linho fino ao roupão,
só não passa a cortina entre o sofrer e o viver.
Já não estica a esperança, queimou sua infância,
dobrou e guardou seu querer.
Assim, engoma a sua sina, não é mulher nem menina,
pois nunca pode sonhar.
Em ferro e em brasas ardendo, vai seu viver padecendo
até a morte chegar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski