ARENGAS [Manoel Serrão]

Devassam-nos com métricas de rezinhas
e cem verrinas de palavras.
Difama-nos com rilhas sem dentina e falange em riste apontada.
Flagela-nos com a herpes do ósculo quão vírus de contágio? Ó não vês, na arena das arengas verbais, esfalfo-me extenuado à rebeldia do longevo gládio.
Adjudica-me então? Concede-me a posse do teu coração de adobe.
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