Soneto vinho tanto
O cavalheiro tão distinto
estendeu seu lindo manto,
à moça foi sucinto
que lhe causou espanto!
Qual presa em labirinto
ela ensaiou seu pranto
e como por instinto
se encostou num canto...
Mas veio o vinho tinto
que a moça bebeu tanto:
parou no copo quinto!
E veio o acalanto,
e o escuro do recinto
fez-se um silêncio santo...
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