Jardim
Desviara o candeeiro do mundo
para deixar a luz desenhar-me de ti.
A conjugação irrequieta das letras
que me derramas em palavras bem alinhadas
no altar de silêncio.
Como se fossem pétalas
essas palavras.
Lisas, sempre lisas.
Fortes, às vezes.
Cansadas, outras vezes.
Amplas, sempre amplas.
Aproximo-me da luz
para te beber melhor.
Provar as pétalas imensas
que soltas
que desenhas
que me dás
para erguer os dias.
Uma chama invisível nasce no peito...
Algo de bom espalhas
por essas vestes de pétalas.
Casa de Santa Maria | Cascais | 5 Outubro 2016
Pormenor de vestido de Agatha Ruiz de la Prada
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia