Prata escovada

do veludo azul-noite
em que a encontrei estendida junto ao cais
ponteada a sorrisos da artista
orgulhosa de erguer a manhã na exuberância do arco
desenhou fios de pérolas
a espirais de luz
que se estenderam pelas águas
até encontrar o redondo da tarde
no arco da timidez
em que baloiçam olhos perdidos
que me levam a ti.

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