ARITMÉTICA FINAL
A passagem do tempo enruga e tortura
Aperta saudades e lembra a loucura
Do ontem perdido que não mais se faz.
A passagem do tempo é madrasta da vida
Subtrai sonhos! Torna a alma dividida
Entre o fim e o jamais.
Que merda esses cálculos impostos
A nossos corpos a trazer desgostos
Como querendo imitar ciência e arte!
Nada mais de perder tempo na paisagem
O ideal é matar essa miragem
Em que a morte nos reparte.
Sentar à mesa de um bar e sorver a noite
Nos goles das cervejas e em pernoite
Na primeira mulher a nos chamar.
Cigarro nos lábios acendendo a vida.
Antes que ela se diga por perdida
Melhor se embriagar.
Idiota o homem que não sabe o caminho
E leva o corpo em oração até o ninho
Do mármore frio, branco e sepulcral.
Sábio o homem que se faz semente
E vive a dizer ao seu mundo demente:
A vida é casual!
Tão estranhos são esses logaritmos
Todos dançando fora dos ritmos
Da raiz quadrada universal.
Nem o filho nem a virgem nem o deus
Explicam esses motivos de adeus
Na aritmética final!
Assim eu chamo meus amigos e as amantes
Venham até junto a mim serem as bacantes
Da orgia do vinho e do prazer.
Daremos vivas e tilinto a nossos cálices
De mortais deslizando até os ápices
Dos anseios de viver.
Aperta saudades e lembra a loucura
Do ontem perdido que não mais se faz.
A passagem do tempo é madrasta da vida
Subtrai sonhos! Torna a alma dividida
Entre o fim e o jamais.
Que merda esses cálculos impostos
A nossos corpos a trazer desgostos
Como querendo imitar ciência e arte!
Nada mais de perder tempo na paisagem
O ideal é matar essa miragem
Em que a morte nos reparte.
Sentar à mesa de um bar e sorver a noite
Nos goles das cervejas e em pernoite
Na primeira mulher a nos chamar.
Cigarro nos lábios acendendo a vida.
Antes que ela se diga por perdida
Melhor se embriagar.
Idiota o homem que não sabe o caminho
E leva o corpo em oração até o ninho
Do mármore frio, branco e sepulcral.
Sábio o homem que se faz semente
E vive a dizer ao seu mundo demente:
A vida é casual!
Tão estranhos são esses logaritmos
Todos dançando fora dos ritmos
Da raiz quadrada universal.
Nem o filho nem a virgem nem o deus
Explicam esses motivos de adeus
Na aritmética final!
Assim eu chamo meus amigos e as amantes
Venham até junto a mim serem as bacantes
Da orgia do vinho e do prazer.
Daremos vivas e tilinto a nossos cálices
De mortais deslizando até os ápices
Dos anseios de viver.
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