Esta mulher do assento à frente
Sentada no assento à frente
do meu,
neste cinema,
nesta sala deespera,
nesta condução,
está uma mulher peculiar
Não é mesmobela,
nem é feia
Não é assim jovem,
nem é idosa
Não é minhaconhecida,
nem me é indiferente
esta mulher do assento à frente
Deperfil eu posso observar
seu queixo pontudo e saliente,
seu nariz adunco eangular
Seus cabelos são de qualquer cor
exceto daquela que,exatamente
ela permite mostrar
Frenético o trabalho de seuslábios
insistentes a abrir e fechar...
Do que tanto fala à suacompanheira
ao lado, assim, sem parar...
Será que ela maldiz, fere oumente,
esta mulher do assento à frente?
Proferiria, leviana, oinfortúnio de seus
conhecidos, de desconhecidos, o meu?
Falaria da vidaíntima de sua família,
de seus amigos e parentes?
distribuiriamaledicências aos quatro
cantos, até quando não mais agüentar?
Ou pelocontrário, estaria ensinando à amiga,
uma receita de sobremesa, desimpatia
ou de chá...
Ensinaria lições de vida,reconfortando,
aconselhando a esquecer o abalo e
seguir emfrente?
Pois que uma voz inaudita se aproxima e
proclama:querido... são as aparências que mentem!
Estaria então,diametralmente enganado
e viria de mim o mal
que vi refletido comoespelho
nos lábios inocentes
desta mulher do assento à frente...
do meu,
neste cinema,
nesta sala deespera,
nesta condução,
está uma mulher peculiar
Não é mesmobela,
nem é feia
Não é assim jovem,
nem é idosa
Não é minhaconhecida,
nem me é indiferente
esta mulher do assento à frente
Deperfil eu posso observar
seu queixo pontudo e saliente,
seu nariz adunco eangular
Seus cabelos são de qualquer cor
exceto daquela que,exatamente
ela permite mostrar
Frenético o trabalho de seuslábios
insistentes a abrir e fechar...
Do que tanto fala à suacompanheira
ao lado, assim, sem parar...
Será que ela maldiz, fere oumente,
esta mulher do assento à frente?
Proferiria, leviana, oinfortúnio de seus
conhecidos, de desconhecidos, o meu?
Falaria da vidaíntima de sua família,
de seus amigos e parentes?
distribuiriamaledicências aos quatro
cantos, até quando não mais agüentar?
Ou pelocontrário, estaria ensinando à amiga,
uma receita de sobremesa, desimpatia
ou de chá...
Ensinaria lições de vida,reconfortando,
aconselhando a esquecer o abalo e
seguir emfrente?
Pois que uma voz inaudita se aproxima e
proclama:querido... são as aparências que mentem!
Estaria então,diametralmente enganado
e viria de mim o mal
que vi refletido comoespelho
nos lábios inocentes
desta mulher do assento à frente...
Comentários (2)
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2012-08-03
POEMA ANALÍTICO E REFLEXIVO TRAZENDO SEU POETAR NUMA PAIXAO DE LER ATÉ O FIM, APLAUSOS
2012-08-03
Muito bom meu amigo eu me vi sentado nesta cena neste poema neste cinema e me deu até o desejo de conhecer esta mulher do assento da frente. Parabéns
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