O ARTESÃO DE SONHOS E DE ABISMOS

... costurei máscaras
brancas e negras para me adaptar
ao baile sapiens,
desfilei-me ora como anjo,
ora como herói, ora como mocinho, ora como
vilão, ora como um dom ruan a conquistar e a foder
as mocinhas;
sim, fui indolente
e não temi céus nem infernos, luzes nem sombras,
jardins, salas ou leitos de concupiscências
escondidamente vazias:
tornei-me
assim um transeunte entre as senciências
do ser, ora frio como o pólo norte, ora foro como
o sol que queima.
donde posso
afirmar que, se tudo vi e se a tudo do
ser eu conheço, dele nada mais pode realmente
me surpreender!
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