A CONDENAÇÃO FOI MÚTUA!

... qual louco
apaixonado, sem equilíbrio, sem norte,
sem força para manter um chão
seguro,
bebi do vinho que me deste,
bebi da filosofia e da poesia que me deste,
bebi do delicioso perfume que me deste,
bebi da saliva de tua boca
como se bebesse ao Santo Graal um idílico
vinho suave,
bebi de teus seios,
de tuas pernas, de tua bunda
e de tua vulva quente e fremente
tanto como de teu veneno que, ao nosso céu,
amargurava-me e me envenenava!
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