CONDENEI-ME QUANDO BEBIDE TEU LINDO E DELICIOSO MAR!

... vou-me afora,
neste mundo, já sem rumo
ou prumo algum;
vou-me esgueirando
por entre as sombras,
sem deixar marcas de minhas
sôfregas pegadas;
vou com aquela
lembrança que se infiltrou em minha mente
e tomou minha alma como
herança
(eu ainda me lembro
dela a cada dia, a cada momento
do dia ou em cada acontecimento
do dia);
vou-me como o vento,
sem saber de onde vem, para onde vai
ou como dança;
vou-me assim
caindo-me lentamente,
com uma escura nuvem sobre minha
mente e minhas asas quebradas,
frustrado,
cansado,
triste demasiado,
apenas
e tão somente esperando
a morte chegar!
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