O ÁRIDO AR DO DESERTO

Nesta planície,
onde não há mares, nem praias
às quais andorinhas e borboletas costumam
voar, com suas asas
enfiadas,
sob os clarões
das luas, das estrelas, dos sóis,
dos poetas de versos maduros, e dos tentilhões
de paus duros;
é preciso suportar
o peso de não ter um refúgio de águas
e de fabricar uma fluorescente
máscara,
para tentar manter cativa
a dama que, um dia, ousou incauta
a margear-me a condição
enferma.
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