A BELA MONOTONIA DE UM ESTAR

Quando cheguei em casa,
ela me serviu, como de hábito,
o almoço à mesa:
ao prato,
arroz, feijão, caruru,
um pouco de abóbora marimba
e dois bifes à milanesa;
ao corpo cansado,
olhos em lágrimas, sonhos naufragados,
e esperanças mortas por minhas
quedas mastreadas;
em minha alma,
uma estranha e dilacerante dor,
por ter perdido seus nobres
ventos e viagens
em consequência
de minhas incautas incursões
por ângulos contrários.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Mudança de rumo.
Ser triunfante na vida , não significa sempre vencer... é também saber perder. É saber mudar de direção na hora certa... é abraçar uma ca…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Bodas de prata.
Minhas palavras são sinceras extremamente verdadeiras , quando digito aqui ... neste pequenino espaço o grande amor que sinto por ti , m…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Primeira namorada.
Mal posso esperar por você nesta madrugada... onde impera toda minha ansiedade - declarar que te amo , mesmo estando zangada. Pois para m…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Liberdades e opioides
As chaves rodam soturnas, esperançosas de um voltar tardio Lá fora, o fumo passa ao dedo, em rodas, onde querem ver e ser vistos Circulam…
Rafael Gonçalves