DEPOIS DOS TORPES ENGANOS

E tu,
agora mais que antes,
silente cantas tua inefável
pureza,
não a mesma que,
à nossa época de caminhamentos
juntos, tanto com a boca
pronunciaste
com as asas
inválidas, que julgavas poderosas,
por tanta parte pairaste
hasteadas
e com as pernas
abertas em leitos brancos de plásticos
dos canários poéticos e dos menestréis
artificializados com que tanto extaticamente
dançaste (e trepaste).
Mas agora,
sim agora, somente agora,
a verdadeira pureza porque a nada mais
reinauguras ou cobres com teu olhar
negro e em glórias
e que nada
mais te cobre, além da terra seca,
em tua cova,
eu posso ouvir
melhor o mouco som, puro, puro, puríssimo,
que ecoa de tua alma
que chora!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia