Um dia, a Lua é cheia;
outro dia, é nova;
hoje, já é minguante;
amanhã, crescente.
Cada dia anda diferente;
antes fosse uma coisa somente.
Vive em fases,
não tem uma base.
Uma hora está gorda, ou magra;
outra hora dividida, ou inteira;
ou, então, bonita ou feia;
sempre está de uma maneira: de um jeito dorme; de outro, acorda.
E a gente a flagra,
toda vez, no céu, de uma forma.
Talvez, não se conforme;
não saiba o que quer.
Isso prova
mais até...
que não sabe direito quem na verdade é.
Assim, está a vida sua
como a da Lua,
mulher.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Argumentando ! – 01-02-2015
Ao deus-dará, eu andei
Neste mundo de aventura,
Nunca, nunca encontrei
A felicidade e ventura.
…
Armando A. C. Garcia
Àquele que na vida venceu a morte – (soneto) 28/04/ 2022
Àquele que na vida venceu a morte
E na sombra dela encontrou a vida,
Assim um dia, foi renascer tão forte
…
Armando A. C. Garcia
Aquarelas destoadas - (soneto) - 18/04/2016
Nas memórias da distância em que vivi Guardei alimentadas as esperanças, Mesmo rasgados os destroços que senti, Encontro neles, ainda, va…
Armando A. C. Garcia
Aponta o poente. - 04/07/2026
O tempo passa
A vida encurta,
A dor que grassa
A perna encurta.
Ingrato destino
…
Armando A. C. Garcia