INCÊNDIOS!

... noite de festa,
noite clareada,
noite suada:
fogos aos céus,
fogos aos chãos,
fogos às camas,
cor aul,
cor violeta,
cor acinzentadamente negra,
a lua sorri
de cima zombando,
os imortais,
sem se atentarem muito às humanas
cenas, masturbam-se nos paraísos;
o cão se recolhe
em seu deserto e em sua sombra,
para se alimentar de fantasmas e de vermes
rasteiros que perambulam perdiso
na noite;
ela, que enfeitiçava
anjos e crianças para degustar com
seu doce veneno,
agora
amortalhada, já não mais canta
nem encanta!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia