A ÚLTIMA ESPERANÇA

Sob
a chuva de verbos e jugos
e a bruma de dúvidas e incertezas
que há entre nós,
vivo-me ainda
metades a esperar que,
como eu,
venças também
tuas dores, medos
e fantasmas,
para que possamos,
quiçá, reinventarmo-nos
em um só
ser,
reconstruindo,
dos cacos estilhaçados,
um plácido e incondicional amor,
enfim.
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