... sorria.
Tu foste prevista em cada
movimento.

Eu já sabia
antes de contares qualquer coisa,
e eu te apontei onde estava teu amante
sem que dele nunca tivesses
falado.

agora dizes
daquele a quem chamavas mestre
outrora que ele não conhece o fio da navalha
só por ele ter facilmente te
desvendado

(em tua pequeneza
microbiana junto à terra que
achas, somente achas,
fértil)

como ninguém
bem teu marido, nem teusamigos,
nem teus amantes, nem ninguém
o fizera.

E tu fedes,
e tu fedes muito como qualquer ser
humano, porém mais por ter o maior
defeito de modo vigorosamente
fincando ao cerne:
a vaidade!

E eu sei que me lês,
porque tuas poesias têm origem em ideias
postas em poesias minhas,

por isso digo-te:
tu podes roubar, tu podes mentir,
tu podes trair, tu podes
tudo,

exceto surpreender
ao cão niilista!
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