Cidade pequena
Foi o pior dia de vidas que estavam unidas, naquele corrupio de eternos anoiteceres ocorrido quando as costas se viraram. Da calma de uma praça de cidade pequena, de repente, surgiu a tempestade do saber-se que nunca mais olhares apaixonados se cruzariam. Lágrimas rolavam até se partirem, como cristais, na calçada portuguesa endurecida por décadas. Só restou a enviesada sensação de que às vezes é assim que se desfiam os pormenores da tristeza como costela imprescindível da condição humana...
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