Hammurabi
No tempo dele, falsear grãos
ungia com punição exemplar
os faltosos, que a terra,
sob código severo, acre como
lâmina em riste, sempre exigiu
cuidados e enviou recados
sendo pouco todo esmero
no lanço de grãos sobre valas;
e se eu paro e tu te calas
diante do clima imprevisto
e do que podem os homens
em sua pressa por caules e brotos
ainda que às avessas da lei (sem raiz
parece a gênese de certos homens,
mas quem falseia perde nome),
mais afiada se torna a lâmina
na feira de rua, em silêncio, quase nua.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski