poesia das pegadas
Quantas vezes saio de ti salgado,
sobrevivente desse teu mar revolto,
lambido pelas ondas da tua língua
de brancos luares.
Processo repetitivo, mas nunca igual,
como as marés que se sucedem
e vêm lamber as grãos de areia
acumulados nos meus pés.
Sou apenas mais uma pegada,
e outra, e outra, no encalço do teu caminhar
por todas as praias que me deste a conhecer.
sobrevivente desse teu mar revolto,
lambido pelas ondas da tua língua
de brancos luares.
Processo repetitivo, mas nunca igual,
como as marés que se sucedem
e vêm lamber as grãos de areia
acumulados nos meus pés.
Sou apenas mais uma pegada,
e outra, e outra, no encalço do teu caminhar
por todas as praias que me deste a conhecer.
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