ATÉ A PEDRA FICOU EM RUÍNAS!
Os navios lotavam o mar,
os pássaros lotavam os céus,
os mordomos carnais lotavam seu leito,
o meu cemitério estava lotado,
o meu espelho cristalizado estava quebrado,
em mim o sol já não mais acordava.
Distantemente,
senti um grande impacto, como que
algo tivesse ocorrido de modo
inesperado:
ao abrir minha caixa
postal, percebi que um sol tinha
se posto eternamente e era com o vazio
que eu teria de conviver
do meu lado:
"Infelizmente,
ela se foi no sábado, eu vim dar a notícia,
porque sei que ela também iria querer
saber de ti, que trava a mesma
batalha!"
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Emergir Humano
Se acaso
Não tivesse eu
Idealizado a singular formosura Tua
Em simplicidade primitiva
E desejo
Desnecessário
P…
de Oliveira Melo
Andanças
o povo dança a rua abraça o tempo em sua luta cheiro da história assuntando seu curso ilações da matéria nas vias do futuro a multidão pu…
AurelioAquino
Escuridão
Minha voz recita
O que n’alma
No coração dilacera.
Um sopro de vida,
Um olhar sincero,
Uma dúvida,
Uma mágo…
killders
NÃO SEI...
Escrevo esse poema, Sem saber o que dizer, Deixo sair as palavras Meio sem querer. Quero ver onde chego, E se chego a algum lugar, Talve…
Celso Ciampi