passo o tempo a desejar-te...
passo o tempo a desejar-te
como se tivesses partido...
e o tempo sempre a chegar-se
a ofuscar-me o sentido.
volto à felicidade d'outros tempos
a ver-te chegar
recordações fugazes como pirilampos
voejam nos lençõis quentes
onde os nossos corpos de desejos
se entregavam em rasgadas carícias
e beijos...
escuto o silêncio, as horas deslizam
e a lembrança daquele tempo me põe louca
passa um doce vento e num beber lento
teus lábios entreabem minha boca
mordo a polpa fresca que me ofereces
a recordação é agora ilusão que
se aperta contra o meu peito
e como náufraga, persigo o ar
para no teu beijo me afundar.
verdeja o meu instinto, não minto!
como sonhos inventar?
passo o tempo a desejar-te!
natália nuno
como se tivesses partido...
e o tempo sempre a chegar-se
a ofuscar-me o sentido.
volto à felicidade d'outros tempos
a ver-te chegar
recordações fugazes como pirilampos
voejam nos lençõis quentes
onde os nossos corpos de desejos
se entregavam em rasgadas carícias
e beijos...
escuto o silêncio, as horas deslizam
e a lembrança daquele tempo me põe louca
passa um doce vento e num beber lento
teus lábios entreabem minha boca
mordo a polpa fresca que me ofereces
a recordação é agora ilusão que
se aperta contra o meu peito
e como náufraga, persigo o ar
para no teu beijo me afundar.
verdeja o meu instinto, não minto!
como sonhos inventar?
passo o tempo a desejar-te!
natália nuno
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