Vitrais
Há tanta vida na vida,
Que chega doer o existir,
Quando os olhares se tornam cegos,
Emoções supérfluas,
Nos corações empedernidos.
São tantos sábios,
Que a sabedoria se fez muda,
Observando o tempo,
Prantear os seus mortos,
Em seus últimos discursos,
Engasgados em suas palavras.
Há tantas sementes sem chão,
Árvores daninhas,
Que a natureza geme em silêncio,
Perscrutando as raízes mais profundas,
Em busca de esperança.
Há tanta gente lá fora,
Desejando um pouco de amor,
Enquanto quem os tem não sabe de si,
Beijam o vento na noite mais fria,
Abraçam a tormenta em suas almas,
Enamorando-se da arrogância que os consome.
Há tantas cores sem aquarela,
Tantos céus sem nuvens,
Noites sem estrelas,
Que a beleza se aquebranta,
No mais longíquo desejo de felicidade,
Observando os avaros em seus reclames,
Os que não tem clamando de fome,
Da caridade, do abraço e da amizade,
De comida do mais simples gérmen;
Amor entre as gentes.
Que chega doer o existir,
Quando os olhares se tornam cegos,
Emoções supérfluas,
Nos corações empedernidos.
São tantos sábios,
Que a sabedoria se fez muda,
Observando o tempo,
Prantear os seus mortos,
Em seus últimos discursos,
Engasgados em suas palavras.
Há tantas sementes sem chão,
Árvores daninhas,
Que a natureza geme em silêncio,
Perscrutando as raízes mais profundas,
Em busca de esperança.
Há tanta gente lá fora,
Desejando um pouco de amor,
Enquanto quem os tem não sabe de si,
Beijam o vento na noite mais fria,
Abraçam a tormenta em suas almas,
Enamorando-se da arrogância que os consome.
Há tantas cores sem aquarela,
Tantos céus sem nuvens,
Noites sem estrelas,
Que a beleza se aquebranta,
No mais longíquo desejo de felicidade,
Observando os avaros em seus reclames,
Os que não tem clamando de fome,
Da caridade, do abraço e da amizade,
De comida do mais simples gérmen;
Amor entre as gentes.
Comentários (1)
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Neide Helena
2018-08-18
Poesia maravilhosa! Muito expressiva, com rico vocabulário e pronta para encontrar os caminhos mais sensíveis dos corações. Parabéns!
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