VERSO A VERSO
VERSO
A VERSO
Verso a verso
Acordo o lirismo falso
E as torturas silentes
De quanto adverso;
Verso a verso
Exprimo o sumo
De mim mesmo colhido
Ou de outro universo;
Verso a verso
É que me disponho
À limpidez da tempestade
Ao fogo de uns sonhos;
Verso a verso
Desfibro o mundo
Desde os seus arcabouços
E então recomeço;
Verso a verso
Atiro a pedra da ideia
No lago de pensar
O que ainda estremeço;
Verso a verso
Me aproprio do brado
E do silêncio impávido
Que me disperso;
Verso a verso
Penetro as margens
Das montanhas, e névoas
Em salto desconexo;
Verso a verso
Dispo a verdade retórica
Para dirimir a loucura
À qual me confesso;
Verso a verso
Me inicio na combustão
De uma brasa faminta
Que me traz imerso;
Verso a verso
Liberto a ave do caos
Pela cavidade incoercível
De onde sou egresso.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Próxima florada da Guaria Morada...
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos t…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Guerra dos ratos e das baratas.
Meus olhos estão se abrindo para um firmamento , onde nuvens bem escuras cobrem todas as estrelas , deixando que me observem os carros q…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Pot-Pourri de palavras
Num pot-pourri de palavras encorpo a legião de sussurros ali vagueando tão apaixonados Revelo onde amara a semântica de uma brisa resvala…
Frederico de Castro
Palavras e o vento.
Muitas palavras se devoram por si só ... viajam como o vento , se tornam invisíveis aos olhos humanos , e o tempo chuvoso as levam par…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*