SENTINELA
SENTINELA
As flores são dispostas na janela
Espelhos cicatrizam a luz do dia
O ventre do céu engole nuvens
Um momento disperso se recria
Por entre sombras que ressurgem
Como sentinelas dos meus receios
Entre bruscas e inúteis cordilheiras
Através da qual estão a deslizar
Os enganos de uma vida inteira
Na corda bamba partida ao meio
Bem sei quem sou nessa fronteira
E sei o que busco dessa estrada
Ainda a que agruras me destinam
As pegadas pelo pó que estala
A contornar os mesmos caminhos
Mas que acendam essa fogueira
E a alma queime o que a abrasa
Outras distâncias e rumo ignorado
Vou-me lançar ao sol a vida inteira
Ainda que derreta a cera das asas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Próxima florada da Guaria Morada...
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos t…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Guerra dos ratos e das baratas.
Meus olhos estão se abrindo para um firmamento , onde nuvens bem escuras cobrem todas as estrelas , deixando que me observem os carros q…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Pot-Pourri de palavras
Num pot-pourri de palavras encorpo a legião de sussurros ali vagueando tão apaixonados Revelo onde amara a semântica de uma brisa resvala…
Frederico de Castro
Palavras e o vento.
Muitas palavras se devoram por si só ... viajam como o vento , se tornam invisíveis aos olhos humanos , e o tempo chuvoso as levam par…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*