Recordações
Folheando as páginas da memória,
Ainda menino em suas travessuras,
Lembro da simplicidade dos velhos dias,
Da lamparina e do fogão a lenha,
Das brincadeiras inocentes,
Das gostosuras da vovó.
A beleza da vida em traços pueris,
Da ferida nas aventuras sem medo,
Da liberdade de ser sem nada temer.
As cores eram diferentes,
Nestes quadros poluentes,
De gentes decadentes doentes,
Desfigurando a vida condizente.
Éramos crianças inocentes,
Em seus sonhos grandiosos,
Fantasiosos e divertidos.
A velha estrada,
O amigo velho,
O amigo velho,
A casa antiga em seus sabores,
Gostos simples em brandura.
O tempo sem tempo,
Tudo mudou e ficaram as lembranças,
Ocaso perene em seus destinos,
Onde perdeu-se o tom da cantiga de roda,
Dos velhos hábitos da dignidade,
No profundo respeito aos senis,
Crianças desoladas em seus silêncios,
Sufocadas em suas sabedorias,
Deixadas ao relento,
Reminiscências perdidas,
Aos olhos dos energúmenos,
Fratricidas suicidas do século.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski