Café com gengibre
Dia sim, dia não, os tipos alternáveis revidam com os pés
ou com as mãos, e se em nenhum dos pares encontram pulso,
aprendem que correr atrás do vento, também isto, é vaidade*
e assim me pergunto para onde levar ou o que fazer com o cadáver
que recolho dia após dia, que me encomendam day by day
em um regime de estrita confiança, um contrato de mútua esperança
de que essa fonte se faça de mais e mais-valia
e que depois de tudo, de tanto me alternar em vão, de janeiro
a janeiro, tornem a voltar as nuvens, depois do aguaceiro.*
***
*: Eclesiastes
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