No salgado desses verdes
Entre abismos de pureza, o mar esconde
um tesouro, no resguardo das crateras,
desde o tempo das palavras das quimeras,
que, ai de mim, se aproximaram não sei donde...
Gentis heróis, bravos homens de outras eras:
estendei além de mim as flores, ponde
as coroas estreladas sobre a fronde
e tomai parcas e moiras por sinceras!
No salgado desses verdes celebrai
o que a vida ainda permite – um sonho efêmero!
D’além-mar, onde esse engenho gera o sal,
entre as ondas de um liame, não banal,
ó senhores, que comandam grau e gênero,
recolhei, desse legado, os cabedais!
Nilza Azzi
Comentários (2)
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nilza_azzi
Autor
2019-08-22
Muito obrigada, Giuseppe!
giuseppe l.
2018-06-21
Gopstei, Bonita criação.
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