CRACK DEPENDÊNCIA
Darias à tua vida tamanha estupidez? Seria insensato com tanta altivez? Sairia dos trilhos por inconsequência? Morreria mais cedo em tanta demência? Perderia o sono por abstinência?
Provaria do mal que te leva à falência?
Ele acontece e diz que não fez nada, jura de pés juntos centenas de vezes, não importa as consequências, satisfaz suas demências. Noites e mais noites no abandono, somente te afirma: parei foi este ano.
O que ainda esperar? Anda tateando nas paredes, esse é o teu fim, a droga que te influencia de ti não se aparta, te fere, enche-te de chagas, sangrando-te quase te mata.
Mas é o que a tua fraca carne mais almeja, o que a tua alma negra mais peleja, o que os teus olhos turvos contemplam com nitidez, quando está em ti desperta altivez, perde a lucidez.
Faz-te revolver na imundícia, com os loucos segue no caminho, pés descalços pisa em espinhos, mas quer voltar, quer sair, dá-me a tua mão não deixo-te partir.
Acendo a luz em teus olhos, livro-te do inferno que te chama, no teu corpo, no esqueleto, pele e ossos na lama, ela levou, ela sugou a tua carne, tua dignidade, mas no espírito a esperança ainda clama.
Provaria do mal que te leva à falência?
Ele acontece e diz que não fez nada, jura de pés juntos centenas de vezes, não importa as consequências, satisfaz suas demências. Noites e mais noites no abandono, somente te afirma: parei foi este ano.
O que ainda esperar? Anda tateando nas paredes, esse é o teu fim, a droga que te influencia de ti não se aparta, te fere, enche-te de chagas, sangrando-te quase te mata.
Mas é o que a tua fraca carne mais almeja, o que a tua alma negra mais peleja, o que os teus olhos turvos contemplam com nitidez, quando está em ti desperta altivez, perde a lucidez.
Faz-te revolver na imundícia, com os loucos segue no caminho, pés descalços pisa em espinhos, mas quer voltar, quer sair, dá-me a tua mão não deixo-te partir.
Acendo a luz em teus olhos, livro-te do inferno que te chama, no teu corpo, no esqueleto, pele e ossos na lama, ela levou, ela sugou a tua carne, tua dignidade, mas no espírito a esperança ainda clama.
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