NOVELOS
Varri as tuas ruas
Lustrei tuas calçadas
Escovei os cabelos dos teus quintais
Limpei os armários e gavetas das casas
Banhei as asas dos teus telhados
Afiei as tuas facas e o cortante
Punhal com que descascas as tuas frutas
Desafias as dobras dos sentimentos
E os amarelados novelos de barbantes e lãs
Enfiados entre ralos e apelos
Pelas orelhas dos livros de histórias ainda nem abertos
Nos caminhos incertos com que teces
As teias em que te isolas e enrolas
Santa cidade
Tenho medo e pena
Da falsa piedade plena que distribuis
Da cega fé que te morde o lombo
Endurece a tez
Apodrece o arame com que amarras
As tuas conquistas e ensejos
Pelo singular capricho
Vergado no desejo espúrio
Enciumado de moldar
Lustrei tuas calçadas
Escovei os cabelos dos teus quintais
Limpei os armários e gavetas das casas
Banhei as asas dos teus telhados
Afiei as tuas facas e o cortante
Punhal com que descascas as tuas frutas
Desafias as dobras dos sentimentos
E os amarelados novelos de barbantes e lãs
Enfiados entre ralos e apelos
Pelas orelhas dos livros de histórias ainda nem abertos
Nos caminhos incertos com que teces
As teias em que te isolas e enrolas
Santa cidade
Tenho medo e pena
Da falsa piedade plena que distribuis
Da cega fé que te morde o lombo
Endurece a tez
Apodrece o arame com que amarras
As tuas conquistas e ensejos
Pelo singular capricho
Vergado no desejo espúrio
Enciumado de moldar
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