Não te leio poema como um todo
Bebo da tua fonte os momentos,
Sacio o meu desejo nas palavras,
Nos sons e delírios de todos os tons.
Não pares de declamar, meu poema
Ri e chora, não me penses ausente,
Se te leio, assim, neste silêncio,
Desnudo-te carente mas bem presente.
Crava no peito de quem julga que sente
As flores efémeras de todos os jardins
As fontes que vertem lágrimas salgadas
E os rios que regam um mar sem fim.
Não me segredes um amor navegado,
Pinta ao de leve a onda perdida,
O abraço que se estende ao abrigo,
Os beijos que o poeta derrete em mel.
Não te leio poema como um todo,
Quero sentir todos os momentos.
Sentir-te, poema, com alma de poeta.
de Maria dos Santos Alves, 12 de Junho de 2013
https://www.facebook.com/pages/Poesia-ao-luar-Maria-Santos-Alves/
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