OS ROUXINÓIS”
 
Marcos Antonio Lavagnini
 
Como é lindo ouvir o canto dos rouxinóis,
Seus sustenidos e bemóis,
A ave, o encanto
Do canto melhor do jardim.
Nos galhos que, a terra, sombreia
Com o vento que o norteia,
Faz o seu sustentar
Nos seus pés, em não se soltar.
 
À tarde, o dia, expulsa o raio do sol,
Que serve, à noite, à luz do farol
Que mostra onde há terra
E que na serra, está esquecido.
 
As aves o invejam, às suas cores,
Quando, no ninho, trata seus sucessores
Pra manter sua existência
Sem a exigência, qual a natureza oferece.
 
Às vezes, ele, eu procuro ser,
A inocência me faz esquecer
Da minha fuga, ao seu lugar
E que sem maestria não vou ocupar!
 
Mas fico contente com o que sou,
Saber que alegre, sempre, estou
E, procurar entender
Que um rouxinol, eu, nunca vou ser!
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